D
  • Bacharel em Direito

David Devasconcelos

Palmas (TO)
19seguidores42seguindo
Entrar em contato

Comentários

(672)
D
David Devasconcelos
Comentário · há 26 dias
Professor José Roberto, esse é um dos pontos da pesquisa da senhorita Sara Proton! Os números estão aumentando mesmo ou esses delitos é que estão recebendo cada vez mais espaço na mídia?! Segundo o levantamento estatístico feito por ela, os números de violência contra a mulher permanecem estaveis. Além disso, a leitura do números por certos "especialistas" costuma ser enviesada e tendenciosa o que é um problema quando estamos buscando soluções reais e eficientes para a questão.

Concordo que há um componente cultural muito forte nesse problema. Mas onde alguma pessoas vêem "machismo", eu vejo, em primeiro lugar, a perda da importância do valor vida. E vida de quem for: homem, mulher, negro, oriental, cristão, ateu, botafoguense, analfabeto, doutor, rurícula etc...! Em segundo lugar, a certeza da impunidade. Com menos de dez por cento de resolução nos casos de homicidio - em tese, crime mais grave de todos - você pode perceber a gravidade do problema e a dificuldade na resolução do mesmo. E em terceiro e último lugar, a péssima pratica dos nossos gestores públicos de criar "ilhas de excelência" na administração pública para resolver os problemas de alguns poucos eleitos. Você sabe tão bem quanto eu como o Estado pode ser extremamente eficiente a depender dos sujeitos envolvidos.

Eu trabalhei em um distrito policial que era uma pocilga. Ficava na periferia da cidade, sempre faltava papel, sempre faltava combustível, o calor era terrível e o odor da fossa era insuportavel. Tanto que a vigilância sanitária municipal interditou o prédio. Já a Delegacia da Mulher (DEAM) era uma beleza! Funcionava em um prédio alugado, no centro da cidade e em frente ao Batalhão de Polícia Militar. Além disso, tinha a melhor viatura, um Renault Sandero 1.6. E a gente em um gol 1.0. Lá, nunca faltava papel ou combustível e tinha até uma copa para fazer um cafezinho. Pegou a visão?

E afinal de contas, devemos buscar a solução do problema da violência contra as mulheres, da violência contra os indios Xerente e da violência contra os cearenses ou buscar a solução (ou pelo menos redução) na violência contra todos os brasileiros e brasileiras? Essa é a pergunta que eu deixo...!

Recomendações

(1.511)
Matheus Gaeski, Advogado
Matheus Gaeski
Comentário · há 26 dias
"Nota especial para o fato informado de que relacionamentos homoafetivos são mais violentos que heterafetivos, ADORARIA SABER DAONDE A AUTORA TIROU ESSA INFORMAÇÃO."

É um fato bem batido já, se tem tanto interesse em saber de onde ela tirou a informação, por que não foi pesquisar?

https://mainweb-v.musc.edu/vawprevention/lesbianrx/factsheet.shtml
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6113571/

Destaco, caso tenha preguiça de ler:

"Life-time prevalence of IPV in LGB couples appeared to be similar to or higher than in heterosexual ones: 61.1% of bisexual women, 43.8% of lesbian women, 37.3% of bisexual men, and 26.0% of homosexual men experienced IPV during their life, while 5.0% of heterosexual women and 29.0% of heterosexual men experienced IPV. When episodes of severe violence were considered, prevalence was similar or higher for LGB adults (bisexual women: 49.3%; lesbian women: 29.4%; homosexual men: 16.4%) compared to heterosexual adults (heterosexual women: 23.6%; heterosexual men: 13.9%) (Breiding et al., 2013)."

"Ain, mas tá em inglês, eu não gosto de ler em inglês! E aqui no Brasil a realidade é diferente também!"

Então tem estudo em português também: https://www.pucsp.br/revistaaurora/ed7_v_janeiro_2010/artigos/download/ed7/5_artigo.pdf

É interessante, inclusive, esse trecho em que Autora expõe o porquê de ninguém conhecer a enorme quantidade de casos de violência doméstica entre casais homossexuais:

"Levando em consideração o preconceito sexual existente em nossa sociedade,
muitos não acreditam em relações homossexuais duradouras e estáveis, e admitir que
alguns destes casais possam estar envolvidos em situações de violência domestica torna-se inconcebível. Pode-se somar a isso, um pacto de silêncio da comunidade homossexual em relação à este tema, pelas questão já apontadas aqui como a discriminação e o medo dos homossexuais reforçarem – assumindo a violência doméstica – o estereotipo de que homossexualidade é uma doença ou perversão.

Diante desta situação, muitos fatores fazem com que a violência doméstica entre
homossexuais não seja reconhecida. E assim como os heterossexuais, tendem a negar a
existência da agressão e raramente procuram ajuda, por medo da revelação de sua
sexualidade e situação. Desta forma, evitam procurar ajuda policial, psicológica, legal ou médica por medo por medo do preconceito e discriminação."

De igual maneira, o mesmo conceito se aplica à violência doméstica contra o homem. O homem tende a não expor a violência doméstica que sofre. Seja por medo, ou por não ser levado a sério/virar piada.

Se quiser aprender mais sobre o assunto, busque o documentário "The Red Pill".

Perfis que segue

(42)
Carregando

Seguidores

(19)
Carregando

Tópicos de interesse

(32)
Carregando
Novo no Jusbrasil?
Ative gratuitamente seu perfil e junte-se a pessoas que querem entender seus direitos e deveres

ANÚNCIO PATROCINADO

Outros perfis como David

Carregando

David Devasconcelos

Entrar em contato